Pra variar, não paro de pensar

Eu gostaria de ter aquela caixa vazia no meu guarda-roupa. Aquela que “dizem” os homens, eles possuem. Quando você não quer pensar, basta pegar aquela caixa e ficar olhando pro seu conteúdo. Lindo!

Conectando diálogos com pessoas diferentes, em dias completamente diferentes, consegui passar a madrugada inteira em claro.

Mas aos diálogos que interessam pra entender todo o raciocínio: Continue reading

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Dar não é fazer amor

Estou em um momento introspectivo e nessas horas prefiro me guardar, para não dizer besteiras. Por isso faz tempo que não escrevo nada demais por aqui.

Prometi pra mim ficar 21 dias sem reclamar, ir à academia, acordar cedo. Só consegui – até agora – ficar sem reclamar, porque academia e acordar cedo, dependem de outros fatores que fogem um pouco do meu controle. :P

Como o vídeo que publiquei no post anterior, esse texto é um pouco do mesmo.

As pessoas não se dão mais a chance de construir algo.

Nas minhas andanças por “esse mundo virtual”, encontrei o texto que reproduzo na sequência, de autor desconhecido.

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Amigos, chega dessa pasmaceira, chega dessa eterna covardia amorosa.

Se vocês soubessem o que elas andam falando por aí, horrores a nosso respeito.
E pior que elas estão cobertas de razão.
Preste atenção amigos: faz sentido o que elas dizem.

A maioria de nós anda correndo delas, diante do menor sinal de vínculo, diante da menor intimidade logo após a primeira ou segunda manhã de sexo.

Que que é isso companheiros?
Fugir?
A melhor das lutas?

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Ela disse adeus

Ela não vai te chamar no msn e dizer que sentiu a sua falta. Provavelmente, ela vai entrar e sair de 10 em 10 segundos, até você a chamar.

Ela também não vai ficar te ligando ou te mandando mensagens, mas, se ela responder às suas, considere-se sortudo.

Ela não vai chegar e te abraçar na frente de todos os seus amigos, ela vai esperar que, no meio dessas conversas em grupo, você apenas passe o braço pelo ombro dela. Faça isso, e eu te garanto que ela não irá dormir de noite.

Na hora da despedida, dê um beijo na testa dela, ou seja o último a largar o abraço.

Enquanto ninguém estiver vendo, sussurre palavras ao ouvido dela, pegue na sua mão. Olhe para bem dentro dos olhos dela, eles estão brilhando, não estão?

Não espere que ela diga que o ama. Ela não o fará. Provavelmente, ela vai te xingar e dizer que nunca conheceu alguém tão chato quanto você, e depois disso, ela rirá. Querido, se ela fizer isso, meus parabéns, você acaba de ganhar seu coração.

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6 meses

Meu filho faz 6 anos dentro de algumas horas. O texto abaixo, escrevi quando ele fez 6 meses de vida.

Concerto para Piano em Fá Menor de Johann Sebastian Bach
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Neste breve período em que me tornei mãe – há quase 6 meses -, descobri que dormir 8 horas por dia é pura balela, o nosso corpo não precisa desse ‘exagero’.

Aprendi que não precisa esperar seu filho crescer para começar a conversar com ele. E que não se deve ter medo de segurar a criança no colo, afinal não quebra. Cristais quebram. Aço quebra. Uma criança nos braços dos pais não quebra.

Aprendi que não é necessário chamar a vovozinha, a sogra, a vizinha ou Jesus Cristo para dar o primeiro banho no seu filho. Nem o segundo, o terceiro, o quinto e até o quadragésimo. Você mesmo vai saber fazer isso melhor do que ninguém. Dar banho no seu filho passa a ser, de longe, o melhor acontecimento do dia. Com todo o cuidado, que é para não cair sabão nos olhos dele. E, creia-me: não cai.

Aprendi também que se você não estiver preparado para chorar muito, quase feito um bebê tão recém-nascido quanto seu filho, não coloque para tocar o Concerto para Piano em Fá Menor de Johann Sebastian Bach quando ele fizer 5 dias de vida. Não faça isso.

Aprendi que uma dor qualquer no seu filho dói à décima potência em você. Que você sufoca se ele não respirar direito. Que seu estômago ferve quando ele tem cólica.

Aprendi que um dia com uma criança que acabou de nascer tira mais a sua energia que se você passasse esse mesmo tempo carregando pedras nas costas para o alto de um morro.

Mas aprendi também que um minuto desse mesmo dia olhando para o seu filho lhe dá mais energia que ficar de férias um ano na praia ou pescando siri-patola de papo pro ar.

E que esse negócio de “nunca vou trocar uma fralda na vida” só serve para quem nunca teve filho. Você troca cantando. E que a mãe reúne mais forças e coragem que um batalhão inteiro marchando incentivado para a guerra.

Aprendi que o sono nunca mais será o mesmo. Que a vida não será mais a mesma. Que as perspectivas não serão mais as mesmas. E que o mundo não será mais o mesmo. O tempo não é mais seu: você almoça quando ele deixa, dorme quando ele permite, sai quando ele adormece e volta o mais rápido possível antes que ele acorde.

Aprendi que a gente é muito mais instinto que inteligência e que a inteligência não tem nada, absolutamente nada, com o instinto. Que não sou tão forte quanto imaginava e muito menos tão frágil quanto cheguei a pensar um dia. E que não existe um modelo de mãe, por melhor mãe que você tenha tido ou ainda tem a sorte de ter. E que aprender a ser mãe é como aprender a andar de bicicleta: você tem de assumir todos os riscos – de cair, esfolar os cotovelos ou até perder um dente de leite. No final valerá a pena ter superado o medo. Ter pedalado, cambaleado para encontrar o equilíbrio.

Percebi que, por mais que você tenha vivido, viajado, rido, escutado, aprendido, enfim, por mais que você tenha realizado um monte de coisas, você fica com a impressão de que nunca fez algo que chegasse aos pés minúsculos do seu filho.

Aprendi que não importa o que ele vai ser quando crescer: mergulhador em Fernando de Noronha, fotógrafo na Bósnia, cientista, advogado, médico ou jogador de futebol. Só importa que seja feliz e se realize naquilo que faz.

E o mais importante: aprendi que não sei absolutamente nada sobre isso. Nada. Que o futuro não se mede mais no calendário, mas nos segundos que você supera a cada momento que esse milagre vai passando de graça diante dos teus olhos.

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