Pra variar, não paro de pensar

Eu gostaria de ter aquela caixa vazia no meu guarda-roupa. Aquela que “dizem” os homens, eles possuem. Quando você não quer pensar, basta pegar aquela caixa e ficar olhando pro seu conteúdo. Lindo!

Conectando diálogos com pessoas diferentes, em dias completamente diferentes, consegui passar a madrugada inteira em claro.

Mas aos diálogos que interessam pra entender todo o raciocínio: Continue reading

Ela disse adeus

Ela não vai te chamar no msn e dizer que sentiu a sua falta. Provavelmente, ela vai entrar e sair de 10 em 10 segundos, até você a chamar.

Ela também não vai ficar te ligando ou te mandando mensagens, mas, se ela responder às suas, considere-se sortudo.

Ela não vai chegar e te abraçar na frente de todos os seus amigos, ela vai esperar que, no meio dessas conversas em grupo, você apenas passe o braço pelo ombro dela. Faça isso, e eu te garanto que ela não irá dormir de noite.

Na hora da despedida, dê um beijo na testa dela, ou seja o último a largar o abraço.

Enquanto ninguém estiver vendo, sussurre palavras ao ouvido dela, pegue na sua mão. Olhe para bem dentro dos olhos dela, eles estão brilhando, não estão?

Não espere que ela diga que o ama. Ela não o fará. Provavelmente, ela vai te xingar e dizer que nunca conheceu alguém tão chato quanto você, e depois disso, ela rirá. Querido, se ela fizer isso, meus parabéns, você acaba de ganhar seu coração.

É tipo assim

Agente coloca um sorriso no rosto, e finge que está tudo bem, queestá feliz.

Fica o dia inteiro twitando, como se tudo estivesse absolutamente nos eixos.

Mas, quando a noite cai…

Como compôs o saudoso “Roberto Esquilaro”:

Agente segue o caminho e sempre perde a direção.

Eu queria entender

Eu só queria entender porque as pessoas insistem em ter certeza do que eu preciso ou do que eu quero.

Quantas vezes eu já ouvi, não sou o que você espera, ou o que você merece.

Será que sou tão especial a ponto de merecer apenas um príncipe encantando de cavalo branco? Nah, longe de mim.

Quero pessoas normais, com seus defeitos normais, que estejam apenas dispostas a estar comigo. Não todo dia, não toda hora, pois eu nem posso sair todo dia. E também, por hora, não quero nem casar novamente, ao contrário do que pode parecer.

O que eu faço de tão errado pra nada dar certo?

Porque eu assusto as pessoas?

Juro que estou feliz do jeito que estou. Sou independente, cuido de  minha casa, de meu filho. Só queria poder as vezes, dormir encostada em um ombro, ganhar um abraço e um beijo de boa noite. Será que é pedir muito?

Porra, tá foda viu. Finalzinho de ano de merda que acabe logo.

Ninguém me entende, e não me deixam explicar pessoalmente. Só conheço homem “vidente”.

Como diz o @morroida : Grato, morram.

Calvin 25 anos

Pode parecer meio onda pelo aniversário de 25 nos da primeira publicação, mas dois dos meus 3 livros de cabeceira, são coletâneas de tirinhas do Calvin ( o terceiro livro é sempre o que estou lendo no momento – nunca pode faltar um livro não lido ).

Calvin é mágico, é inocência com uma mescla de sabedoria antiga lindamente retratada pelo seu criador.

Quem nunca teve um amigo imaginário? Quem nunca se perguntou da mesma forma como Calvin questiona as coisas da vida? Ou não necessariamente questionamentos, mas conclusões simples, e absurdamente brilhantes…

Poderia citar um milhão de tirinhas mágicas, lindas e nostálgicas… Todas elas me fizeram sorrir e me lembrar com muita alegria da época que eu era criança, inocente, ralando o joelho pelas ruas, árvores de meu bairro.

Esse post, pensar em calvin, em tempos de criança, me fez lembrar muitas boas passagens da minha infância que só pra ficar registrado, vou tentar compartilhar aqui.

Sim, eu sei, o post está meio sem pé nem cabeça, mas tudo bem… Nesse mundo de 140 caracteres não seguimos um raciocínio muito linear…

Me lembro de quando eu subia no pinheiro da escola, o mais alto que todo mundo conseguia subir e falava com os “Senhores do Vento”, desafiando-os a me derrubar.
Até que chegava a “tia Ana” e só não me levava pra diretoria porque eu era uma menina muito estudiosa (nerd).

De como eu conversava com (seria melhor dizer, desafiava) Yemanjá a me levar pro fundo do mar e ir morar com ela.
É, acho que sempre gostei de desafios.

Quando eu ia pra edícula em casa, e brincava de cozinhar para os meus convidados imaginários. Que na verdade eram minhas coleguinhas da rua.
Eu ia pro fogão brincar de cozinhar e cozinhava de verdade!!! Apesar de hoje, preferir não chegar muito perto do fogão. Dá muito trabalho.

Do meu “clube da unha”.
Essa eu me abstenho de comentar.

Como eu conversava seriamente com os gnomos que insistiam em roubar minhas coisas.
Igual o livro que eu tenho “Tem um monstro babando embaixo da cama”

Lembro como eu – magrela que sempre fui – levava na minha bicicletinha Caloi, rosa, uma pessoa na garupa, e outra no guidão – sem freio, descendo a ladeira da “Candinha” !!!

Como eu descia a rua do “Matão” de patins e nem me preocupava se conseguiria frear a tempo da lombada no final da rua!
Aliás, que vontade de andar de patins. Juro, até Janeiro compro um par e saio descabelando!!!

E como eu parei de andar de patins depois que  minha “tia/irmã” machucou feio as costas na “casa da vó”. Só de medo.
Enfim, tive uma infância absolutamente divertida. Me ralei pacas, tanto que pra mim já não fazia mais diferença um ralado a mais, um prego no pé a menos.

Da melhor parte do verão! Todo dia que caía aquela chuva de verão, eu pegava minha bicicleta e saía andar na chuva!!! Era ‘batata’, se chovia, lá estava minha amada Japinha na porta de casa de bicicleta, e eu pronta!

E do meu amigo, meu ursinho, que nunca teve nome, mas até hoje me acompanha… Que chorou comigo, e sorriu, e me deu conselhos…

De como eu percebi que a vida pode ser difícil, naquela tarde, naquele sábado, naquele primeiro indício de loucura…
Qque até hoje me acompanha e me aponta o dedo… Quando eu tinha uns 12 anos…

O fato das pessoas te julgarem pelo que você aparenta, e não pelo que você é.
Naquela festa de aniversário aos 8/9 anos de idade.

Como eu percebi o quão difícil seria seguir em frente, descobrir novos mundos, mas absolutamente necessário se eu quisesse continuar.

Acho que é assim a “última tirinha” (proposta por fãs) que a história do Calvin acaba né?
Vamos continuar e descobrir o mundo!!!

Let’s move on!