paulamariano

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Pensamentos desconexos

August 11th, 2009 . by Paula Mariano

A vida não se decide em um dia, com uma decisão impensada – agi por impulso, em uma crise de gritos – estava muito nervosa, não se volta de tênis e shorts depois de uma pelada de futebol e se acaba um casamento.

Mas ela se decide sim, em uma semana. Uma semana você aperta o foda-se e esquece tudo que se passou, volta pra casa suado e joga tudo pro alto, em outra semana, regada a muito carinho, você finalmente desengasga um: “Eu te amo, e não é muito, é tudo”. Detalhe, você desengasga uma frase da vida toda. Nunca antes dita.

A vida não é tão superficial quanto pensam, não que as pessoas sejam mais ou menos, não existe diferença entre apagar um blog e apagar alguns posts. Estamos falando de vida, e não do que poderia estar simplesmente em um diário de capa rosa no fundo do armário empoeirado.

“Isso aqui”, este blog, é somente um reflexo borrado do que minha vida é, e pode ser. Idiotas aqueles que pensam que basta apertar “delete” e as coisas se resolvem. E mesmo as pessoas de cabelos brancos, possuem a mesma mentalidade infantilóide: basta pegar o meu carro e ir embora, que vai melhorar.

Como pode-se melhorar um problema mascarando-o? Como se cura uma ferida, sem jogar bastante água, sabão, e se esfregar até estar completamente limpa? Eu só sei que nenhum dos meus machucados, sararam enquanto eu escondia o joelho debaixo da toalha de mesa na hora do jantar…

Analogia simples, meio boba. Sei lah. Mas é isso aí. Falem, conversem, sejam adultos, resolvam seus problemas e não me metam mais nisso. Eu só quero ter paz, ter minha família, aproveitar meu filho, minha irmã, e claro, aproveitar – e muito – a minha vida.

Eu sempre acreditei que um relacionamento iniciado em uma mentira – não necessariamente, mas no contexto – uma traição, não tem futuro. Sempre ficará o peso, a dúvida, a incerteza de que um dia acontecerá denovo, e será comigo.

Li semana passada um texto muito interessante, onde dizia que o amor – de verdade – não enjoa, não cansa, não se enfadonha, não desiste. Afinal de contas, uma mãe, por mais pilantra que o filho seja, jamais deixará de defendê-lo. Jamais deixará de cuidar dele quando ele aparecer em casa “baleado”.

Por que dizemos para o padre, na alegria na tristeza na saúde na doença na riqueza na pobreza, se basta o relacionamento titubear o mínimo, as pessoas hoje em dia simplesmente vão embora? Como pode um amor acabar de um dia para a noite? Como podemos, em nome de um cansaço, de uma tarde de gritos, em nome de um “novo amor”, abandonarmos tudo, até mesmo nossos filhos?

Não, amor não cansa, não sufoca, não definha, não acaba. Amor só cresce. Cada dia, a cada noite – mesmo que seja barulhenta (roncos rs).

Hoje eu consigo enxergar o que o amor é de verdade. Percebo a diferença crucial entre uma paixão que ganha o “vulgo” de amor, e o amor calmo, pleno, descansando, “lar doce lar – em qualquer lugar”, que possui sim a paixão, mas de um forma completamente diferente, quente, sufocante, explosiva, até tudo voltar a paz novamente.

Mas sei lah, meio nada a ver tudo isso que estou escrevendo hoje. Como um cristal facetado. Cada um que ler, vai ter certeza que o post foi extremamente pessoal, mesmo sendo todos, diferentes, histórias diferentes, vidas diferentes.

E assim a vida segue. Sem pressa, tranquila, porque sabemos que amanhã, estaremos aqui ainda.

piada do dia no msn

July 17th, 2009 . by Paula Mariano

piada-do-dia

Sabe aqueles dias?

June 28th, 2009 . by Paula Mariano

Então,

não estou falando de TPM nem nada do gênero. Apenas falando de um dia que você sente algo diferente, simplesmente.

Hoje, agora, estou, qual seria a melhor palavra, talvez entediada? estafada? de saco cheio? É, de saco cheio é um boa… De saco cheio de ser mulher.

Porque com as mulheres é tudo tão diferente?

Porque a mulher não pode simplesmente sair pra balada sozinha, sem ganhar apelidos nada bonitos?

Porque temos que esperar as vontades do caçador? Esperando o porrete na cabeça e ser levada pelos cabelos pra caverna?

Porque agente sofre tanto, por tanta besteira? Se comove com propaganda bancária na tv?

Porque temos dias que só queremos ficar bem embaixo de  pilhas de edredon, com as orelhas e pés bem quentinhos, mesmo que lá fora o dia esteja lindo?

Porque somos tão fortes em certas áreas, mas ao mesmo tempo somos tão frágeis quanto uma taça de cristal?

Porque será que não conseguimos simplesmente ficar o dia todo feliz porque nosso time ganhou o jogo?

Pra que tanta complexidade? Tantas bifurcações, acessos, rampas, retornos, mão única e semáforos trifásicos?

Mas o pior de todos: a lombada eletrônica, explico:

Apesar de não haver nenhum impedimento no caminho, somos obrigadas a diminuir a velocidade e esperar a reação para ver se conseguimos passar na velocidade certa.

Quem define a velocidade das lombadas eletrônicas de nossas vidas?

No trânsito, tomamos apenas uma multa, na vida, se errarmos o ponto certo, tomamos uma porrada. Na boca do estômago. Certeira.

É complicado demais ser adulto. Ser mulher principalmente.

Seres tão inconstantes. Incoerentes. Indecisas. Às vezes Irracionais. Mas, apesar de tudo, sempre Apaixonadas.

Pela vida, por alguém, pelo montinho de edredon, por um cheiro, por um simples vaso, por um olhar, por presunto e queijo enroladinhos…

Música da vez

March 12th, 2009 . by Paula Mariano

É, lá vem a música da vez

Eu tive um sonho, vou te contar
Eu me atirava do oitavo andar
E era preciso, fechar os olhos
Pra não morrer e não me machucar

É o que devemos fazer
Não temos que ter medo
É o que devemos fazer

Eu tive um sonho, muitos soldados
me procuravam dentro do meu prédio
E era preciso voar pelas escadas
Pra não deixar que eles chegassem perto

É o que devemos fazer
Não temos que ter medo
É o que devemos fazer

Não deixe de cruzar o seu olhar com o meu
Eu vou jogar meu corpo em cima do seu
Não deixe de cruzar o seu olhar com o meu
Eu vou jogar meu corpo em cima, em cima do seu…

É o que devemos fazer
É o que devemos fazer

Não deixe de cruzar o seu olhar com o meu
Eu vou jogar meu corpo em cima do seu
Não deixe de cruzar o seu olhar com o meu
Eu vou jogar meu corpo em cima, em cima do seu…

Kid Abelha – Eu tive um sonho
Acústico MTV

Elephant Gun – Beirut

February 6th, 2009 . by Paula Mariano

De tempos em tempos, aparecem músicas que me fazem perder (no bom sentido) o tempo, me fazem deixar no repeat por horas e horas, que dá vontade de sair dançando pelas ruas…

Me fazem esquecer – ou fazem doer menos…

A da vez é essa, ouvi na minissérie Capitu, da Globo, mas que não tive o prazer de acompanhar, e mesmo assim, ficou na minha cabeça a música tema:

If I was young, I’d flee this town
I’d bury my dreams underground
As did I, we drink to die, we drink tonight

Far from home, elephant gun
Let’s take them down one by one
We’ll lay it down, it’s not been found, it’s not around

Let the seasons begin – it rolls right on
Let the seasons begin – take the big king down

Let the seasons begin – it rolls right on
Let the seasons begin – take the big king down

And it rips through the silence of our camp at night
And it rips through the night

And it rips through the silence of our camp at night
And it rips through the silence, all that is left is all that i hide

Tradução

Se eu fosse jovem, eu fugiria desta cidade
Enterraria meus sonhos no subsolo
Como eu, nós bebemos até morrer, nós bebemos essa noite

Longe de casa, com uma grande arma*
Vamos derrubá-los um a um
Nós os deitaremos, eles não foram encontrados, não estão por aqui

Que comecem as temporadas! – elas rolam como devem
Que comecem as temporadas! – derrube o grande rei

Que comecem as temporadas! – elas rolam como devem
Que comecem as temporadas! – derrube o grande rei

E rasgam o silêncio do nosso acampamento à noite
E rasgam a noite

E rasgam o silêncio do nosso acampamento à noite
E rasgam o silêncio, tudo que é deixado é o que eu escondo

* palavra original é “elephant gun” que é uma arma de grosso calibre – para matar elefantes, então deixo o aviso, para entenderem porque tradução não coloquei “arma de elefante”

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