Um belo dia a nossa oliveira está feliz e contente, tomando sol, sentindo o vento, e claro, dando frutos. Só que, para o azar de nossa oliveira, infelizmente, esse é o dia da colheita.
Então, a nossa pobre oliveira, é violada, remexem todas suas folhas. Eles arrancam – sem nem mesmo ela saber de onde ‘eles’ vem – todos os seus frutos.
A colheitadeira passa, e a deixa praticamente inteira. Faltando algumas folhinhas é verdade, meio descabelada, mas sem o mais importante: Seus frutos. Que demoraram cerca de um ano para crescer, e nem maduros estavam.
Quem olha de longe, sem entender do assunto, acha que está tudo bem com a nossa querida oliveira. Mas só ela sabe o tamanho da dor que ela está sentindo. O quanto sua intimidade foi remexida.
Ela continua tomando sol, sentindo o vento. Mas ela está diferente. Novamente ela precisa encontrar forças para recomeçar a dar frutos.
A questão meu amigo, é se a cada vez que ela precisa retomar, conseguirá ter o mesmo desempenho que a tentativa anterior de amadurecer seus frutos.