Eu me divirto

Tenho tanta coisa pra escrever, pra fazer, pra resolver, pra arrumar. Mas… eu me divirto.

Me divirto com o que acontece comigo, com o que acontece com os outros.
Me divirto ao ver as flores crescendo e florindo em casa, mais ainda quando é um pé de “sete ervas”, sabe, aquele que espanta más energias? É, ela está crescendo, brotando.

Me divirto, porque vejo o quanto eu estou diferente, e efetivamente melhor. Não apenas me achando, mas sendo melhor. Vejo o quanto as mudanças recentes, e nem tão recentes assim, me fizeram ser mais eu, e muito mais confiante, mais radiante, e voilá: feliz!

Vejo que finalmente consigo ficar – nem que seja por alguns instantes – à frente dos bois, dizendo qual caminho a carrocinha deve seguir. UFA! isso dá um alívio!!!

Tão bom desligar o automático de uma vida inteira, e efetivamente, não se abater com os problemas alheios, que só te ferem, e pensar (e acreditar): azarudele, ou bem-feito, ou lá vai denovo repetir a história.

Enfim, é isso.

O último boletim jornalístico informa que entre mortos e feridos, salvaram-se todos!

Por onde começo?

Ai ai, tanta coisa pra fazer, pra checar, pra olhar.
Bora lá.

*Update

Caramba, tive que ouvir agora que eu tenho que arrumar alguém bom de cama e parar de pedir pensão pro meu filho… Pior mesmo é ter ouvido isso do pai do meu filho…

Pensamentos desconexos

A vida não se decide em um dia, com uma decisão impensada – agi por impulso, em uma crise de gritos – estava muito nervosa, não se volta de tênis e shorts depois de uma pelada de futebol e se acaba um casamento.

Mas ela se decide sim, em uma semana. Uma semana você aperta o foda-se e esquece tudo que se passou, volta pra casa suado e joga tudo pro alto, em outra semana, regada a muito carinho, você finalmente desengasga um: “Eu te amo, e não é muito, é tudo”. Detalhe, você desengasga uma frase da vida toda. Nunca antes dita.

A vida não é tão superficial quanto pensam, não que as pessoas sejam mais ou menos, não existe diferença entre apagar um blog e apagar alguns posts. Estamos falando de vida, e não do que poderia estar simplesmente em um diário de capa rosa no fundo do armário empoeirado.

“Isso aqui”, este blog, é somente um reflexo borrado do que minha vida é, e pode ser. Idiotas aqueles que pensam que basta apertar “delete” e as coisas se resolvem. E mesmo as pessoas de cabelos brancos, possuem a mesma mentalidade infantilóide: basta pegar o meu carro e ir embora, que vai melhorar.

Como pode-se melhorar um problema mascarando-o? Como se cura uma ferida, sem jogar bastante água, sabão, e se esfregar até estar completamente limpa? Eu só sei que nenhum dos meus machucados, sararam enquanto eu escondia o joelho debaixo da toalha de mesa na hora do jantar…

Analogia simples, meio boba. Sei lah. Mas é isso aí. Falem, conversem, sejam adultos, resolvam seus problemas e não me metam mais nisso. Eu só quero ter paz, ter minha família, aproveitar meu filho, minha irmã, e claro, aproveitar – e muito – a minha vida.

Eu sempre acreditei que um relacionamento iniciado em uma mentira – não necessariamente, mas no contexto – uma traição, não tem futuro. Sempre ficará o peso, a dúvida, a incerteza de que um dia acontecerá denovo, e será comigo.

Li semana passada um texto muito interessante, onde dizia que o amor – de verdade – não enjoa, não cansa, não se enfadonha, não desiste. Afinal de contas, uma mãe, por mais pilantra que o filho seja, jamais deixará de defendê-lo. Jamais deixará de cuidar dele quando ele aparecer em casa “baleado”.

Por que dizemos para o padre, na alegria na tristeza na saúde na doença na riqueza na pobreza, se basta o relacionamento titubear o mínimo, as pessoas hoje em dia simplesmente vão embora? Como pode um amor acabar de um dia para a noite? Como podemos, em nome de um cansaço, de uma tarde de gritos, em nome de um “novo amor”, abandonarmos tudo, até mesmo nossos filhos?

Não, amor não cansa, não sufoca, não definha, não acaba. Amor só cresce. Cada dia, a cada noite – mesmo que seja barulhenta (roncos rs).

Hoje eu consigo enxergar o que o amor é de verdade. Percebo a diferença crucial entre uma paixão que ganha o “vulgo” de amor, e o amor calmo, pleno, descansando, “lar doce lar – em qualquer lugar”, que possui sim a paixão, mas de um forma completamente diferente, quente, sufocante, explosiva, até tudo voltar a paz novamente.

Mas sei lah, meio nada a ver tudo isso que estou escrevendo hoje. Como um cristal facetado. Cada um que ler, vai ter certeza que o post foi extremamente pessoal, mesmo sendo todos, diferentes, histórias diferentes, vidas diferentes.

E assim a vida segue. Sem pressa, tranquila, porque sabemos que amanhã, estaremos aqui ainda.