Sabe aqueles dias?

Então,

não estou falando de TPM nem nada do gênero. Apenas falando de um dia que você sente algo diferente, simplesmente.

Hoje, agora, estou, qual seria a melhor palavra, talvez entediada? estafada? de saco cheio? É, de saco cheio é um boa… De saco cheio de ser mulher.

Porque com as mulheres é tudo tão diferente?

Porque a mulher não pode simplesmente sair pra balada sozinha, sem ganhar apelidos nada bonitos?

Porque temos que esperar as vontades do caçador? Esperando o porrete na cabeça e ser levada pelos cabelos pra caverna?

Porque agente sofre tanto, por tanta besteira? Se comove com propaganda bancária na tv?

Porque temos dias que só queremos ficar bem embaixo de  pilhas de edredon, com as orelhas e pés bem quentinhos, mesmo que lá fora o dia esteja lindo?

Porque somos tão fortes em certas áreas, mas ao mesmo tempo somos tão frágeis quanto uma taça de cristal?

Porque será que não conseguimos simplesmente ficar o dia todo feliz porque nosso time ganhou o jogo?

Pra que tanta complexidade? Tantas bifurcações, acessos, rampas, retornos, mão única e semáforos trifásicos?

Mas o pior de todos: a lombada eletrônica, explico:

Apesar de não haver nenhum impedimento no caminho, somos obrigadas a diminuir a velocidade e esperar a reação para ver se conseguimos passar na velocidade certa.

Quem define a velocidade das lombadas eletrônicas de nossas vidas?

No trânsito, tomamos apenas uma multa, na vida, se errarmos o ponto certo, tomamos uma porrada. Na boca do estômago. Certeira.

É complicado demais ser adulto. Ser mulher principalmente.

Seres tão inconstantes. Incoerentes. Indecisas. Às vezes Irracionais. Mas, apesar de tudo, sempre Apaixonadas.

Pela vida, por alguém, pelo montinho de edredon, por um cheiro, por um simples vaso, por um olhar, por presunto e queijo enroladinhos…

Meu signo é libra.

Hoje acordei cedo demais. 5:30 já estava sem um pingo de sono. Resolvi sentar pra trabalhar.

Agora, depois de 2 horas de trabalho, parei para ler o Terra um pouquinho. Acabei caindo numa seção esotérica. Apesar de não ligar muito para signos, nem previsão, eu sempre dou uma espiadinha em libra.

E eu adorei o texto. Sou eu. Destaquei em itálico o que eu acho mais relevante do que sou.

Libra
Libra

Existem muitos mitos que caracterizam o signo de libra. O mais interessante é o mito grego de Tirésias. Tirésias era protegido da deusa Hera e por isso a ele foi concedida a permissão de assistir a cópula de duas serpentes no bosque sagrado da deusa.

Tirésias, sensível e curioso, pergunta à deusa: Qual dos dois sente mais prazer, o macho ou a fêmea? Hera, sem saber o que responder, concedeu-lhe a dádiva de passar parte de sua vida como mulher e parte como homem, para que ele mesmo pudesse responder.

Quando terminado o período de experimentação, Tirésias é chamado diante de Zeus e Hera, que perguntam a ele quem sente mais prazer. Primeiro ele tenta ser diplomata, para não ferir ninguém, mas sem querer acaba dizendo a verdade: é a fêmea que sente mais prazer.

Zeus fica furioso e diminuído em sua vaidade masculina e torna Tirésias cego. Há de se saber que na mitologia grega a cegueira é sinônimo de visão interior, ou seja, Tirésias, depois de sua experiência, adquire a visão mais profunda do masculino e do feminino.

Características de Libra

Libra é um signo que traz em si a polaridade universal dos princípios masculinos e femininos, bom como toda polaridade advinda desses princípios. Portanto, é um signo indeciso por natureza. Libra tem necessidade de equilíbrio entre opostos, da estética, e tem grande sensibilidade artística. Como Sócrates, libra procura o bom, o belo e o verdadeiro. São pessoas de iniciativa e não conseguem viver sem um objetivo claro. Acreditam piamente na justiça e isso acaba por lhes trazer muita infelicidade.

A mulher de Libra

A mulher desse signo se caracteriza por seu amor à arte, à beleza, às formas estéticas e à ética. Possui classe e elegância, mas tem uma mente masculina, cortante e inteligente. Pouco emocional prefere o casamento a ficar só. A diplomacia é o seu dom até que a tirem do sério. É intelectual, conservadora, organizada e muito ligada à carreira. Tem tendência a represar suas emoções e quase nunca se entrega a uma paixão. Mas adora o romance, principalmente aquele rodeado de damas e cavaleiros arianos.

O chamado.

Certo, estou falando daquele filme, da menininha no poço.

Quando o vi pela primeira vez, fiquei extremamente impressionada com a história. Quando meu vizinho ligava a televisão, eu sentia e ainda sinto as vibrações da tv – pois sou extremamente sensitiva, a um ponto que hoje até me assusto quando descobri o que tudo isso significava – eu cobria o rosto e me agarrava no namorido para não ver a menina entrando no meu quarto.

O tempo passou, muita água rolou, e eu me separei. Muita água rolou, literalmente dos meus olhos, onde eu chorava pedindo atenção, chorava porque queria colo, chorava porque queria um cafuné, e implorava para que meu namorido voltasse.

Semana passada, passou na Globo, o filme novamente, e eu assisti, sem medo, porque eu queria assistir, porque me senti atraída naquele momento pelo filme.

E o mais triste de tudo, é que eu me vi naquela menininha presa no poço, jogada por seu ente mais querido, sua mãe. Percebi que ela matava, só quando não tinha a devida atenção, queria ser ouvida: Ei, olhem pra mim, estou sofrendo, preciso de ajuda… Mamãe não me quer mais… Eu preciso de uma mamãe, eu fui rejeitada!!!

Ontem, depois de uma longa conversa que tive, me caiu uma enorme ficha, acho que a maior ficha que já poderia ter caído na minha vida – até hoje – já que nunca podemos prever o futuro, mas essa ficha, hoje, me faz me sentir mais confiante.

Infelizmente eu desde o nascimento, fui um objeto de rejeição, onde meus pais foram obrigados a se casar, assim que souberam da gravidez inesperada, ainda jovens demais. Quando eu tinha 3 anos, eles se separaram, e minha mãe perdeu a alegria de viver. Tinha crises de choro, de quebradeira, não se arrumava, e eu fui me sentindo rejeitada, pois minha presença, não valia a pena para o sorriso dela.

Aos 8/9 anos, minha mãe brigou com a companheira do meu pai, e depois disso meu pai sumiu. Não apareceu mais para me ver, apenas para contar que minha avó tinha morrido, mas isso dias depois da morte dela… Me rejeitou como filha.

6 meses antes, meu avô havia morrido, e eu não pude ir ao velório dele, pois minha mãe não queria encontrar meu pai, e ninguém poderia me levar… Eu chorei desconsoladamente, chorei por horas, soluçava, me descabelava, de dor. Perdi meu avô, meu avô, que em minhas crises de dor de garganta, era quem me cuidava, ou seja, fazia o papel do meu pai.

O tempo passou, e eu fiz 15 anos. Chorei muito neste dia, pois eu esperava uma festa prometida anos atrás por mau pai, e nem mesmo feliz aniversário ele me deu por telefone.

O tempo continuou passando, e eu fiz 17 anos. Vivia uma vida ordinária, mas na virada do ano de 2000/2001 eu resolvi mudar minha vida. Virei o ano dentro da igreja, pedindo ao Pai do Céu, que me desse um destino melhor.

Uns 15 dias depois disso, conheci o pai do meu filho. E nele, sem perceber, projetei a figura do meu pai, que cuidaria de mim, e que não me abandonaria, pois estava comigo por amor, e não por forças das circustâncias (explico: por mero acaso de nascer na mesma família).

Tivemos um filho e vivíamos uma vida estável.
Me sacrifiquei o quanto pude para manter esta vida $audável. E por isso, me estafei, e entrei em estado depressivo.

Mas a pior parte veio, quando em minha segunda crise de depressão, ele foi embora de casa.

E eu chorei, implorei, me descabelei, como a menininha que chorou pela morte de seu avô. Eu só queria ser consolada, abraçada. O homem a quem eu dediquei minha vida havia ido embora. O que seria de mim agora?

Acontece que este homem, foi pra mim, uma figura de pai, mas ao mesmo tempo era meu filho, pois eu provinha a força, o ‘vamos em frente’, provinha o sustento, e até trocava as lâmpadas. Por migalhas do que um homem pode ser para uma mulher, eu lutei e chorei e implorei e me humilhei.
Chorei como uma criança, soltei aos 4 ventos que estava sofrendo, chorando, precisando dele.

E a ficha me caiu. Essa criança, não precisa mais ter esse pai. Essa criança precisa matar esse pai em sua mente. Pois esta criança que chora, é ao mesmo tempo uma mulher adulta, auto-sustentável, tem um filho lindo, mora numa casa linda, tem um ótimo emprego, um chefe extremamente sensível, um cachorrinho super cuti cuti.

Eu não preciso mais de um pai.

Agora eu preciso – quando quiser – de um Homem. Mas com AGÁ maiúsculo. Que faça o papel do masculino em minha casa, que me acolha, e me proteja, mas como meu Homem, e não meu pai.

E assim, o choro cessou. A menininha está crescendo. E ontem, veja, ela comprou sapatos de scarpin (é assim que se escreve?) e saiu toda feliz da loja, pensando com que Homem estrearia aquele sapato.

Talvez este feriado, sentada em um piano par, bebendo um drink e não mais um simples chopp.
Degustando do poder da Mulher, do poder de Sedução que nela se acendeu. Talvez eu encontre alguém, talvez não, mas isso não importa mais.

Eu não preciso mais de um pai – o que vier, o que der, o que for possível. Eu vou escolher o meu Homem.

O Homem que entenda, que as vezes, a criança vai surgir, vai chorar, mas que vai dizer, tenha calma, nós vamos passar por tudo isso JUNTOS. Vamos viver a nossa vida JUNTOS. Vamos JUNTOS construir o nosso futuro, e não em rios separados. Vamos ser um OCEANO de plenitude.

Esse dia vai chegar, e eu não estou com a menor pressa. Quero apenas hoje, degustar dessa Mulher que floresceu.